sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Almandrade expõe na Caixa Cultural-SP

Mostra documenta cerca de 40 anos de arte do artista plástico baiano.
Entre os dias 03 de dezembro de 2011 e 26 de fevereiro de 2012 estará
em exposição na Caixa Cultural SP a mostra “Almandrade - esculturas,
objetos, pinturas, desenhos, instalação e poemas visuais”. Esta
exposição tem caráter comemorativo e documenta cerca de 40 anos de
arte do artista plástico Almandrade. A entrada é franca.

Esta exposição é um recorte do seu trabalho elaborado em mais de três
décadas de utilização do objeto de arte para estimular o pensamento e
provocar a reflexão, segundo critério fundamentados na racionalidade,
na materialidade e, não por acaso, na economia de dados, sem deixar
que conceitos se sobreponham ao fazer artístico. Almandrade compromete-se
com a pesquisa de linguagens artísticas que envolve artes plásticas,
poesia e conceitos. No percurso do artista, destaca-se a passagem pelo
concretismo e a arte conceitual, nos anos 70, o que contribuiu
fortemente com a incessante busca de uma linguagem singular, limpa, de
vocabulário gráfico sintético. De certa forma, um trabalho que sempre
se diferenciou da arte produzida na Bahia.

O trabalho de Almandrade, tanto pictórico quanto linguístico, vem se
impondo, ao longo de todos esses anos, como um lugar de reflexão,
solitário e à margem do cenário cultural baiano. Depois dos primeiros
ensaios figurativos, no início da década de 70, conquistando uma
Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, sua pesquisa plástica
se encaminha para o abstracionismo geométrico e para a arte
conceitual. Como poeta, mantém contato com a poesia concreta e o
poema/processo, produzindo uma série de poemas visuais. Com um estudo
mais rigoroso do construtivismo e da Arte Conceitual, sua arte se
desenvolve entre a geometria e o conceito. Desenhos em preto-e-branco,
objetos e projetos de instalações, essencialmente cerebrais, calcados
num procedimento primoroso de tratar questões práticas e conceituais,
marcam a produção deste artista na segunda metade da década de 70.

Redescobre a cor no começo dos anos 80 e os trabalhos, quer sejam
pinturas ou objetos e esculturas, ganham uma dimensão lúdica, sem
perder a coerência e a capacidade de divertir com inteligência.

Um escultor que trabalha com a cor e com o espaço e um pintor que
medita sobre a forma, o traço e a cor no plano da tela. A arte de
Almandrade dialoga com certas referências da modernidade, reinventando
novas leituras.



ALMANDRADE
(recebido por e-mail)

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