sábado, 7 de agosto de 2010

Manifesto público


CadernoViver- Jornal Tribuna do Norte-Natal-RN
Natal, 03 de Agosto de 2010
Artistas preparam manifesto público
O cantor/compositor Esso Alencar, durante sua apresentação no palco da Rede Potiguar de Música, dentro da SBPC, no campus da UFRN, na última sexta 30 de julho, leu para uma plateia atenta, no Circo da Luz, o teor do documento a que vem chamando de ‘Carta ao Respeitável Público’, fazendo um chamamento para reunir a classe artística da região metropolitana numa programação a se desenrolar em setembro, discutindo a estruturação e a execução da pauta ‘Por uma Política Cultural para a Grande Natal’, envolvendo os mais diversos setores sociais, tais como a imprensa, os gestores, os artistas, os políticos, outros e afins.
 
DivulgaçãoO cantor e compositor Esso Alencar, enquanto lia o manifesto na SBPC
O cantor e compositor Esso Alencar, enquanto lia o manifesto na SBPC
 
A ação vem sendo pensada pelo grupo Locau!, que reúne entre seus membros integrantes de várias áreas artísticas de Natal como a Rede Potiguar de Música, o Grupo Teart de Teatro, a Tropa Trupe (de circo), além de Pontos de Cultura como o Rebuliço (de Pirangi) e o de Pium.

Na ocasião, a programação será composta de um ato público com uma intervenção estética, a acontecer na tarde do dia anterior ao debate, contribuindo assim para o processo de discussão ensejado pelas eleições em vigor.

Abaixo um trecho da carta:
“Respeitável Público,

A classe artística de Natal vem sendo histórica e  sistematicamente desrespeitada pelas instituições que justamente foram criadas e são mantidas para apoiar o crescimento e desenvolvimento desses setores todos da arte: o teatro, a música, a dança, a literatura, o circo, as artes visuais e etc.
Apesar dessas instituições justificarem a consecução de suas verbas, garantindo investimentos na área, a realidade dos artistas locais e demais profissionais que trabalham prestando serviço para o município e estado é ultrajante e contraditória, muitas vezes submetendo os mesmos a situações de vexame nas suas apresentações, destratando os acertos técnicos e atrasando os repasses financeiros com cachês abaixo da média e absurdamente menores que os pagos em contratos nacionais; e sem contar com a falta de uma política cultural estruturante que possa garantir a formação de novas plateias, a continuidade das ações independentemente da troca dos gestores, a transversalidade dos eixos educativo-pedagógico-culturais, etc.

Reafirmamos, através deste texto, a importância da arte para o desenvolvimento de uma sociedade, seja ela qual for, e pedimos a sua atenção para apoiar as potencialidades artísticas de nossa localidade.
 
 
 
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