sexta-feira, 17 de outubro de 2008

McLuhan interpretado por Airton Lorenzoni Almeida: a 'escola global'

"(...) parece ser evidente que uma escola que tem seu sustentáculo na disciplinarização e exercitação dos corpos, no treinamento, na vigilância, na punição e na correção, com vistas a impor poder e com ele construir discursos objetivando a modelagem de indivíduos, no meu entendimento só pode criar sujeitos voltados à competição e não ao seu esclarecimento e emancipação, tendo como via o respeito às diversidades e pluralidades. A escola sem muros, verdadeiramente globalizada, pressupõe, sem sombra de dúvidas, a necessidade de devolver o lúdico à educação. Por lúdico aqui se entende tudo aquilo que engaja o ser dentro de um todo, que permite ao homem o aspecto vivencial, as experimentações. Na concepção de McLuhan (1969; 1971), é ilusório supor que existam diferenças entre entretenimento e educação. Para ele sempre foi fato verídico que tudo o que agrada ensina de forma mais eficaz. A questão exposta pelo autor, quanto ao atual modelo de educação, diz respeito a que a escola hoje tem mais o caráter de dar ao aluno um ensino do que verdadeiramente uma aprendizagem. Priorizar mais a técnica do que o engajamento. E, em muitos casos, de fetichizar a tecnologia em vez de fazer com que as conquistas tecnológicas sejam utilizadas pelos sujeitos para a sua emancipação."

Leia mais em http://www.espacoacademico.com.br/055/55mh_almeida.htm

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