segunda-feira, 25 de agosto de 2008

GUAP em Barreiras/Macau


Entre os dias 22 e 23 passados, o Grupo Universitário de Aquarela e Pastel (projeto de extensão do DEART) levou uma exposição e uma oficina para o Luar de Agosto do Rancho, em Barreiras/Macau-Rn. Viagens como esta são pretendidas como objetivo de extensionismo universitário. No momento, o GUAP também está com a exposição "Cantos de Cascudo" na cidade de Santana do Matos.
Acima, veja-se imagem da paisagem circundante do Rancho.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Diversificando

Agora também sou colaborador do blog www.ensinandoartesvisuais.blogspot.com, a convite de seu autor, o professor Erinaldo Alves, da UFPB. Ex-aluno do nosso velho Curso de Licenciatura em Educação Artística (Artes Plásticas), Erinaldo é doutor em artes pela USP e mantém este visitadíssimo blog que integra alunos e professores de arte de todo o Brasil. Vamos juntos!

domingo, 17 de agosto de 2008

Bolsa de estudo em música, artes plásticas e design na Alemanha

Estão abertas até 20 de outubro as inscrições para o programa de bolsas
 do
DAAD nas áreas de artes plásticas, design
e música, na Alemanha, para o período
2009/2010.Mais informações no site:
http://rio.daad.de/download/Bolsas%20artes%20musica%2008.doc.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Curadora cubana procura talentos em Natal

Recebido de Vicente Vitoriano:

Os artistas natalenses podem se considerar privilegiados. Acaba de embarcar em Natal a cubana Ibis Hernandez, uma das curadoras da Bienal de Havana, capital de Cuba. A cidade foi o primeiro destino de Íbis, que veio com o objetivo de pesquisar e estudar a produção artística local. A curadora veio à capital potiguar graças à parceria com o setor de artes visuais da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), e está hospedada na casa do artista plástico natalense Guaraci Gabriel. A pesquisa de Ibis faz parte de um trabalho maior realizado por uma equipe de curadores do Centro de Arte Contemporânea Wilfredo Lam, em Cuba. A instituição, que organiza a Bienal de Havana, pretende com a análise conhecer melhor os trabalhos de artistas plásticos, além de proporcionar a possibilidade de seleção de alguns para expor na X Bienal de Havana. A mostra será realizada em 27 de março de 2009 e o tema será “Integração e Resistência na Era Global”.


domingo, 3 de agosto de 2008

"Retrospectiva de Duchamp é algo muitíssimo absurdo" ?

O colega Vicente Vitoriano enviou-nos cópia da crítica de Gerald Thomas à retrospectiva de Duchamp, no Museu de Arte Moderna, de S. Paulo, publicada em A Folha, neste 3 de agosto. Como o título do texto sugere, o autor considera absurda essa retrospectiva, já que, para ele, "A arte de vanguarda berra em uníssono sempre a mesma coisa: nosso pacto é o futuro, passado é excremento!".
Thomas tem uma visão linear de história... Ora, não estamos em plena "pós-modernidade"? Então convém lembrar que um dos traços do pós-moderno é, justamente, a descrença no progresso como escada.
Referindo-se a "Duchamp, Freud e alguns outros" ("alguns outros" significando, certamente, Marx e Nietzsche, tidos, juntamente com o 'pai da psicanálise', como os descentralizadores fundamentais do pensamento ocidental), ele diz:
"são os nossos grandes heróis. Quem destrói para construir é aquele que consegue transformar o mundo num abrir e fechar de olhos e deixar todo mundo de pé, plantado em seu próprio mijo, sem ter o que dizer."

Isso é messiânico demais! E todo messianismo é perigoso. Na crítica de arte, pode aferrolhar talentos, se essa crítica, peremptória e fechada, for levada a sério. Uma coisa é reconhecer o trabalho 'genial' de um criador. Outra, decretar que aos demais não cabe senão ficar "plantado no próprio mijo, sem ter o que dizer"... E o que é ser 'genial', afinal de contas?... Parece que é isso mesmo: ser ruptor, quebrar regras, "produzir aquilo para o que não se saberia dar regra determinada", como diz Kant. E se faltam criadores 'geniais', desconfio de que se trata muito mais de falta de coragem, pois o sistema cultural -em que se inscrevem a escola e a família- prepara as pessoas para a conformidade. Nietzsche percebeu isso e por isso gritava aos jovens: "Atrevei-vos!". E defendia que todos são gênios, na medida em que são singulares e só vivem uma vez. A questão é, nesse caso, afoitar-se. Foi o que fizeram Duchamp, Joyce, Guimarães Rosa, Van Gogh, o próprio Nietzsche e muitos e muitos outros.

E por que censurar uma retrospectiva, ainda que baseada em réplicas?... Pode, no mínimo, ser ocasião para aflorar o desejo de fazer também, de experimentar, de se atrever. De aprender a ver de forma menos condicionada. Duchamp iria se importar com isso?... Bem poderia, mas a obra é um filho de maior que sai de casa, como disse do livro Derrida.

E nem acho que estamos alongando o funeral das artes "para não perdermos emprego", como diz Thomas, que ainda proclama: "A arte está morta"..., à maneira de Nietzsche, que fez essa declaração em relação a Deus. Ou melhor, em relação às representações culturais de Deus (um Deus sem alegria, que gera sentimento de culpa, medo, renúncia...). Quando dialogamos com a idéia do outro já estamos justificando o nosso salário. Às vezes até ajudando alguns a não ficarem em estado de genuflexão, paralisados diante de determinado discurso 'poderoso'.

Do povo, Thomas diz: "ignorante como sempre". Então vamos criar mais espaços para discussão sobre arte, incluir na cesta básica livros sobre o assunto... E os que não têm acesso nem à cesta básica?... Talvez esperar que catadores de lixo achem livros assim. E os que não sabem ler?...

Quanto aos que se atrevem ou não, fiquemos um pouco na companhia de Compagnon: "Nós nos curamos da visão teleológica do modernismo, o que não significa que "Tudo vai bem", mas, mais modestamente, que não se pode recusar uma obra sob o pretexto de ser ela ultrapassada ou retrógrada. Se a arte não persegue, de avanço crítico em avanço crítico, algum fim de abstração sublime, como desejavam as narrativas ortodoxas da tradição moderna, então nós gozamos de uma liberdade desconhecida há bem um século. Evidentemente não é fácil utilizá-la."

Opinem.