segunda-feira, 30 de julho de 2007

15. Jussara Queiroz, cineasta potiguar (quase) esquecida

Ontem, 29, a TV Cultura apresentou longa matéria sobre Jussara Queiroz. Nascida no interior do Rio Grande do Norte, Jussara mudou-se para o Rio de Janeiro onde, não por acaso, se tornou cineasta. Não por acaso porque, segundo depoimento da irmã, quando bem jovem, quase menina, ela 'inventou' uma maquininha de projeção: um vasilhame com água, figurinhas de chiclete e uma lanterna... Assim conseguia projetar na parede as cenas das figurinhas, o que atesta um apelo indomável pelo cinema. Segundo depoimento de vários cineastas que com ela trabalharam ou foram seus amigos, Jussara teve papel decisivo no cinema brasileiro dos anos de 1970. Anos politicamente pesados, todos sabem, e ela fez do cinema também uma linguagem de resistência.
Na matéria da TV Cultura, foi dito que, no Festival de Cinema de Natal, os filmes de Jussara foram ignorados. Mais claramente: recusados...
Ela está morando em Natal, desde que passou por um sério problema de saúde. Fica a sugestão para que alunos de Artes Visuais façam uma pesquisa sobre essa realizadora de quem nada se sabia por aqui, não fosse a TV Cultura.

3 comentários:

Perciliana Herzog disse...

Excelente reportagem realizada pela Tv Cultura,ícone brasileiro do nosso jornalismo ,prestigia o trabalho da cineasta Jussara Queiroz.Personalidade obstinada, sonhadora e realizadora de filmes e documentários em super 8.Parabéns aos idealizadores. Suas obras têm cunho literário, social e político e devem fazer parte da história deste país nas artes e principalmente no campo da educação.Personalidades como a dela devem ser eternizadas e amplamente divulgadas para a formação dos cidadãos de hoje.

Perciliana Herzog disse...

Excelente reportagem realizada pela Tv Cultura,ícone brasileiro do nosso jornalismo ,prestigia o trabalho da cineasta Jussara Queiroz.Personalidade obstinada, sonhadora e realizadora de filmes e documentários em super 8.Parabéns aos idealizadores. Suas obras têm cunho literário, social e político e devem fazer parte da história deste país nas artes e principalmente no campo da educação.Personalidades como a dela devem ser eternizadas e amplamente divulgadas para a formação dos cidadãos de hoje.

Nivaldete disse...

Que bom que houve esse eco, Perciliana. Por acaso sabe o end. dela aqui em Natal?...
Grata.